Devido ao fato do arquiteto possuir um campo de atuação amplo, fica difícil definir de modo correto quais são suas práticas e seu campo de atuação. Frases como “qual a diferença entre arquiteto e engenheiro civil?” e “o trabalho do arquiteto é decorar casas” ou "fazer casinha" são constantemente ditas por pessoas das mais diferentes esferas sociais. Por mais que são recebidas com repúdio por quem estuda ou conhece a arquitetura, elas apenas refletem esta dificuldade de definir o campo de atuação do arquiteto de modo a ser popular e atingir a todos a informação.
Arquitetura como um processo de transformação do espaço pelo trabalho humano, não como um produto, é o terceiro significado apresentado no artigo para este termo e é também o escolhido como base de discussão do artigo. Este conceito de arquitetura leva em consideração uma arquitetura feita por não arquitetos, arquitetura projetada e até mesmo construída pelas mãos do próprio usuário.
A profissão de Arquiteto e Urbanista não pode ser restringida a projetos de edificações e simples análises críticas do espaço. No meio acadêmico observamos cada vez mais o interesse em aumentar a interação entre o “arquiteto profissional” e o “arquiteto da prática”, há uma busca pelo aprendizado com quem, que apesar de não ter frequentado aulas sobre arquitetura, sabe muito bem como praticá-la. Apesar de ainda haver os que querem que a arquitetura seja elitista e direcionada apenas para projetos “de poder”, o movimento de inclusão da arquitetura em todas as classes sociais, é importante para a formação de arquitetos com um pensamento mais amplo do que realmente a arquitetura é e o que ela pode oferecer para as pessoas e ao planeta Terra como um todo.
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