O que vemos no documentário sobre a Maison Bordeaux da casa projetada em 1998, é uma casa de arquitetura icônica, uma obra-prima da arquitetura moderna, uma verdadeira obra de arte, mas o que a gente não imagina, ou talvez sim, é que na vida real morar, nesse caso trabalhar, nessa casa não é tarefa fácil.
Assistindo ao documentário, podemos observar que a casa como um todo não é nada prática e funcional. E isso pode ser observado pela lentidão da plataforma elevatória, pela manutenção da casa como um todo: Escadas espirais (acesso dificultoso para uma idosa, por exemplo), enormes vidraças que demandam muito tempo para serem limpas por dentro, além do extremo inconveniente da limpeza pelo exterior, goteiras e chuva que entra em determinadas áreas da casa.
Quando se pensa em arquitetura, devemos logo associar diretamente o que será o produto final e se ele vai atender todas as necessidades do cliente. Ele deve ser um participante ativo no projeto e ser incluído nas funções e desafios do projeto, para que desfrute do melhor jeito possível de sua habitação. Não adianta ser uma obra de arte, a mais bela do modernismo, senão é prática e boa para se viver. É de extrema importância o papel do arquiteto em pensar no programa visando a vivencia das funções que a casa vai atender.
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