sexta-feira, 24 de março de 2017

Análise crítica: "Lugar de mulher é na obra"

Com a luta pela igualdade de gênero obtemos muitas vitórias ao longo dos anos, porém existem campos que a diferença ainda é discrepante, como no caso da construção civil.
Em 1980, Sophia Hayden Bennet obteve o diploma de arquitetura, se tornando a primeira mulher arquiteta, dando inicio a uma geração feminina na área civil, porém só em 2004 uma mulher, Zaha Hadid, conquistou o Pritker, premiação anual desde 1979, depois dela, em 2010, Kazuyou Sejima conquistou a premiação feminina.
Já no Brasil, segundo o CAU/BR, existem mais arquitetos e urbanistas do gênero feminino do que do masculino e em sua maioria com remuneração inferior a eles, como demonstrado em aula inclusive.
Infelizmente e de forma injusta, raramente se encontra mulheres em cargos de chefia e caso encontre, são empregadas com salário inferior, já no canteiro de obra a mulher tem que se impor de uma maneira mais incisiva, para que não se abra dúvidas de seu conhecimento. Falta a valorização  do nosso trabalho. É uma luta diária e árdua por igualdade no setor trabalhista, mas infelizmente, o nosso País ainda se mostra extremamente tradicional em aspectos que reforçam o ideal da mulher como a responsável pelo "lar" e mais fraca no mercado. 
Cabe a nós, o dia a dia de luta e exemplos a cada vez mais de mulheres fortes que a todo dia mudam a realidade de nosso País ao simplesmente exercerem atividades aos quais são consideradas "dos homens".

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