sexta-feira, 24 de março de 2017

Análise crítica: "Perspectivas e desafios para o jovem arquiteto no Brasil: Qual o papel da profissão?" de João Sette Whitaker

     A grande discussão nos dias de hoje é sobre como representar bem a  profissão do arquiteto, que não está preso apenas a trabalhos de construção civil. O fato é que a profissão, na maioria das vezes, se resume a trabalhos de arquitetura autoral, tratando apenas do público com renda mais alta no mercado. Cabe lembrar que mesmo durante a faculdade, somos direcionados a este tipo de público. No que se diz respeito ao mercado de trabalho, é exatamente para este tipo de público que procuramos emprego. Porém, está  cada vez mais claro que a arquitetura não é só projetar casas, grandes edifícios e etc.       Podemos fazer uma grande diferença na cidade, na qualidade de vida e melhoria dos espaços urbanos. Segundo o texto, 40% da população urbana do Brasil vive em Assentamentos precários. Estes,como o nome já diz, são referentes àquelas áreas que não possuem boa infraestrutura. Se o arquiteto é feito para projetar a organização do território e do espaço construído, vemos pelos números que há uma falha social da profissão. 
  Não se pode negar que a grandiosa Arquitetura, merece reconhecimento pelos avanços tecnológicos que representam, mas existem infinitos outros campos de atuação que estão sendo menosprezados, embora tenham enorme importância para a sociedade. A categoria se vê oprimida por essa supervalorização de um mercado extremamente limitado e competitivo, que na realidade, não é o que concebe nossas cidades. Especialmente quando se trata de Brasil, um país que exporta em grande quantidade e qualidade, estudos urbanos e arquitetônicos, fundamentais para a melhoria do espaço urbano, mas que raramente são aplicados em território nacional.


      

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